>>Quantum of Solace
Quantum of Solace é a 22a aventura do agente secreto britânico [uma vez australiano até!], James Bond, em 46 anos e é a segunda de Daniel Craig na pele de 007. O filme não é exatamente criado para fãs da franquia, mas sim voltado para uma nova audiência, seguindo os mesmos preceitos de Casino Royale.
Quantum of Solace é mais um Bond desprovido de armas tecnológicas [e do Q, obviamente] e de bugigangas super avançadas. Até o brinquedo da MI6, usado para encontrar a identidade dos vilões, não é nada mais do que um aplicativo do iPhone.
Outra bola fora: o tema de abertura. Credo, a canção do Jack White, que por algum motivo inexplicável conta com a Alicia Keys, é um horror. Parece que o tema ficou ainda pior com a propaganda de iPod que fizeram na abertura. Triste.
O vilão da história é o ótimo ator francês Mathieu Amalric, que faz Dominic Greene, um gênio malvado da economia, disfarçado de Al Gore. O elenco ainda conta com performarces marcantes de Jeffrey Wright e Giancarlo Giannini, que reprisam seus papéis de Casino Royale.
Algumas tradições foram respeitadas, no entanto: as Bond Girls. Não que elas sejam muito empolgantes [uma é simplesmente descartável, mas paga uma homenagem para a série], mas elas fazem seu papel. E o agente secreto leva apenas uma delas para cama. E finalmente toma o seu primeiro Dry Martini! Olga Kurylenko [que só se mete com caras complicados como Max Payne e o Agente 57 de Hitman] faz uma conexão mais profunda com James Bond. Ela também foi ferida e perdeu alguém que ela amava e ainda por cima: ela quer vingança!
Essa é a motivação do 007 de Daniel Craig; ele quer se vingar e se curar da morte de Vesper Lynd [Eva Green], que possivelmente o traiu antes de cair nas garras do vilão [e da organização tentacular e super secreta que ainda não se revelou, S.P.E.C.T.R.E.?]. Pra isso, ele viaja para os quatro cantos do globo, até tropeçar em Camille [Olga Kurylenko], o que desvia sua atenção e o coloca na trilha de Dominic Greene, que por acaso está até o pescoço envolvido com o mesmo povo.
Marc Foster faz um trabalho de primeira com Bond, todas as cenas de ação são em close-up, dando uma sensação claustrofóbica e de impacto, como se a qualquer instante, um soco pode sobrar na sua cara. Tirando uma perseguição besta de barco. Sério, por que eles ainda se dão o trabalho? Mesmo assim, Quantum of Solace, com todas as suas qualidades, não é realmente um filme do 007 e sim mais um Jason Bourne. Não que haja nada de errado com Bourne, mas ele também não é o 007. Então eu pergunto: não existe mais espaço para aquele James Bond nesse mundo?
Quantum of Solace é um grande filme de ação que podia se levar menos a sério e talvez dar mais crédito ao Bond que o Sean Connery fez o mundo idolatrar.
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