>>Conduta de Risco
Conduta de Risco [Michael Clayton é o nome original] é o novo filme do roteirista, transformado em diretor, Tony Gilroy.
Aqui George Clooney faz as vezes de um advogado… Bem, de um faxineiro, como ele mesmo coloca em certa altura do filme, que é pago para limpar a sujeira que clientes de sua firma fazem. Não pense que existe alguma vergonha no que ele faz. Por que vergonha não tem lugar nessa profissão.
Porém, ele está cansado de limpar a sujeira dos outros, quebrado com filho para sustentar e milhares de contas para pagar, Michael Clayton quer ver a cor do dinheiro, que ser um sócio de sua firma, enfim, quer saber de sua aposentadoria.
Seu chefe não gosta dessa novena, pois Clayton é o melhor no seu ramo. Conhece todo mundo, é rápido e limpo, com o tipo de sujeira que ele lida, o cara tem que ter um mínimo de classe.
Um dos clientes da firma atropela um corredor, eles mandam Michael, ele mostra as opções do cliente, quer o cliente goste ou não, ele deve agir da maneira que Clayton o guia.
Um dos colegas de Clayton, interpretado com destreza por Tom Wilkinson, também está cansado dessa sujeira, no entanto ele é um cara com histórico psiquiátrico, o que é um ponto negativo contra qualquer pessoa que tenta quebrar o sistema. E quando ele decide dá esse basta, ele tira sua roupa no meio do escritório na frente de todo mundo. Não é exatamente o tipo de cara que você dá algum crédito. Apesar disso, ele está certo, mas mexendo com os jogadores errados.
Tilda Swinton é a representante legal de um conglomerado monumental, uma mulher fria e calculista, com discursos ensaiados e respostas prontas e ardilosas para derrubar o mais sagaz inquisidor. Ela está preparada para usar todos os recursos, como um samurai, para proteger seu soberano. Sua fé em seu chefe é tanta que ela fica cega e não percebe a habilidade de Michael Clayton em lidar com criaturas de sua estirpe.
Michael Clayton é um filme intenso, bem editado e com uma direção impressionante, o roteiro, composto pelo diretor Tony Gilroy, não se detém nos affairs da trama central, dá espaço para mostrar as outras camadas de personagens muito bem escritos e habilidosamente bem interpretados. A única fraqueza de Michael Clayton, talvez seja a falta de cenas mais alegóricas, o que geralmente é isca para a Acadêmia premiar com Oscars, mas no todo eu diria que Clayton saiu ganhando por não ter exageros e se manter na linha. Bom filme, altamente recomendável.
Rating: 






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