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W é o terceiro filme de Oliver Stone a ter como título e assunto, um presidente americano e a bola da vez é o quadragésimo terceiro presidente, George W. Bush. O filme tenta se vender com a seguinte premissa: ame ou odeie, W. é um dos presidentes mais controversos da história. Oliver Stone resolver lançar a filme-biografia de Bush antes que ele saísse da Casa Branca. Stone gosta de causar.
Com estréia marcada para esse final de semana, dezenas de sessões já estavam esgotadas, pois, o país em crise e em época de eleição, quer pelo menos mais um motivo para fazer piada da administração Bush, o povo foi empolgago, pronto pra rir e para debochar das mancadas do manda-chuva da nação. Grande decepção.
W não trata Bush como uma caricatura ou como um monstro ou como o idiota, pelo contrário, se esse filme serve algum propósito, é pra humanizar o personagem. A primeira hora da fita mostra a juventude do herdeiro nada brilhante da Dinastia Bush. Junior só quer saber de correr atrás de rabo de saia e encher a cara com seus amigos de fraternidade, enquanto Jeb está se preparando para calçar os sapatos de Poppy Bush, que já tinha grande influência em Washington.
Apesar disso, Stone mostra W como um cara cativante, que faz amizades fáceis, conquistador e que apesar de não ter muitas ambições, sempre se virou sozinho, pois Poppy Bush nunca teve muita paciência com os vacilos de Junior. A virada acontece quando George W. Bush encontra Jesus e resolve entrar de cabeça na política e o resto da história todo mundo já sabe e se não sabe vai no Wikipédia que eles explicam.
Uma das maiores fraquezas de W é que Stone montou um filme, que todos antecipavam como um gerador de debates e controvérsia, que ele desse pelo menos um golpe baixo no presidente, pois qual é a razão que ele teve pra produzir o filme com toda essa pressa se ele nem queria dizer nada?
Josh Brolin tem uma atuação respeitável, que podia muito bem ser caricata, mas como essa não era a proposta do filme, ele deu um baile. O resto do elenco fica apagado em sua presença, pois parece que eles ou o diretor Oliver Stone, quis mostrar que ele é cercado de idiotas e careteiros. Mesmo assim, o filme é simplista em estilo e nada desafiador em sua narrativa, o que não o torna um filme ruim, mas sim dispensável.
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