>>Henry Poole is Here

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Henry Poole is Here é uma dramédia indie sobre um cara sem fé que dá o maior azar da vida dele: mudar para a vizinhança da esperança. Henry Poole é o típico cara cético que acaba no meio de um povo que fará de tudo para convencê-lo de que há uma luz no fim do túnel, que mais vale uma pomba na mão que duas voando e que quem tem boca, pernas e dinheiro se muda de uma vizinhança chata dessas.

O filme tenta criar debates filosóficos com banalidades como manchas em paredes, menininhas que não falam e viúvas com muito tempo em suas mãos. A sensação que ficamos é que o filme é aquele vizinho que o convida para a igreja, toda a vez que ele tem chance, mas que ainda assim, ele desaparece da sua vida assim que você fecha a porta de sua casa. Henry Poole [interpretado por Luke Wilson] descobriu que está com uma doença terminal e resolve visitar a vizinhança onde ele cresceu, o último lugar que ele lembra ter sido feliz, daí a caixa de pandora se abre e todas as alegorias religiosas começam a ser entregues na porta da sua casa e empilhar mais do que CDs da AOL. Ou menus do restaurante da esquina, depende de onde você vive.

Mark Pellington faz um trabalho sólido, o que não dá para dizer o mesmo do roteiro que devia ter se focado mais na história como um todo e menos nos esqueletos do armário de Poole. Tudo está lá, os personagens esquisitos, o comediante fazendo um péssimo trabalho como padre, a trilha sonora indie pop e a sensação de que o mundo pode ser um lugar melhor, o que não tem nada de errado com a mensagem, mas sim com a maneira como ela é entregue, você sabe, com muito leite Moça, açúcar Cristal e maçãs carameladas. Perfeito para pessoas que estão numa deprê e precisam daquele empurrão, daquela injeção de ânimo com mais de uma hora e meia de duração.

Rating: ★★★½☆

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