30 Dias de Noite

25m.jpgEm Barrow, uma pequena cidade do Alasca, o sol desaparece por dois meses inteiros, o que na história foi cortado ao meio, dando o título do filme que é baseado na graphic novel homônima, 30 Dias de Noite.

Em sua versão para o cinema, dirigida por David Slade e produzida por Sam Raimi, vemos uma adaptação da história sobre uma força malígna e ancestral que assola a pequena cidade trazendo horror e sangue, você sabe, durante um mês inteiro.Não fosse pela iminência de Jogos Mortais IV, que sai essa sexta-feira, eu afirmaria aqui que 30 Dias de Noite é o filme mais gory do ano, você sabe, com mais cenas violentas e sangüínolentas. O filme conta em seu elenco com a voluptuosidade de Melissa George e a insossidade de Josh Hartnet, como sempre.

Ele é o xerife pacato, porém cheio de cartas na manga, que lembra os habitantes locais que apesar de isolados pelo ambiente inóspito, ainda existe a lei. Melissa George é a ex querendo fugir do lugar onde Judas perdeu as botas. Os dois acabam se unindo ao resto do povo para criar o Big Brother mais mortífero de todos, aguentar 30 dias isolados do sol servindo de refeição para vampiros.

Falando neles, o chefão dos vampiros não tem por onde ser mais bizarro, parabéns para a pessoa que o escalou, o papel caiu como uma luva, só de olhar para o cara você já fica intimidado, aliás, a transferência do trabalho de Ben Templesmith para a película ficou impecável, David Slade é um noobie no cinema, mas acertou em cheio em vários aspectos, menos o da história.

No filme, o diretor optou por filmar a relação das presas e não os conflitos entre os predadores, como acontece no comics, o que deixou o filme desequilibrado. O visual dos vampiros é animal, eles são cinzentos, com pupílas fora do normal e a face coberta de sangue, como se tivessem comido uma vaca antes de atacarem os humanos, porém Slade gasta muito tempo tentando deixar os personagens da cidade mais reais, enquanto as criaturas realmente interessantes estavam lá fora o tempo todo.

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