The Darjeeling Limited

wesdarm.jpgThe Darjeeling Limited é o novo trabalho do diretor queridinho de todo metido a hipster, Wes Anderson.

Não que Anderson levante alguma bandeira ou que ele se auto proclame rei dos hipsters, mas 7 entre 10 hipsters afirmam que sim ou afirmam em seu profile no orkut que ele é o seu ou está entre os seus diretores preferidos.

Vai ver eu sou um desses hipsters no ármario, pois curto demais o papel dele no cinema atual, por mais irrelevante que seja. Irrelevante em conteúdo, quero dizer, não em estética ou técnica. Os filmes de Anderson são como pequenas peças de teatro infantil, todo mundo tem sua fantasia, o cenário parece ter sido pintado à mão e a trama é quase real. The Darjeeling Limited não é um filme de Wes Anderson.

Algo mudou nos últimos meses. Tinha grande expectativa pelo filme que estava praticamente completo e a única informação que tinhamos era que a trama envolvia três irmãos em uma viagem espiritual.

Um desses irmãos é o Owen Wilson, famoso por seu carisma e personalidade de homem-criança. Até isso mudou. No filme ele é o irmão mais velho de Adrien Brody [vencedor do Oscar em O Pianista] e Jason Schwarztman [Marie Antoinette] que vive ditando as regras e liderando-os, você sabe, daquela maneira ditadora, porém amorosa que todo irmão mais velho trata seus irmãos.

Os três partem para sua viagem, arranjada pelo irmão mais velho, óbvio, em busca de algo que você não sabe exatamente o que é. Seu pai morreu recentemente, suas vidas são uma bagunça, todos eles são estranhos  e não se falam há muito tempo. Como em qualquer família disfuncional.

A jornada de Wes Anderson no oriente é ao mesmo tempo fascinante e completamente diferente de tudo o que já fez. Não temos os personagens fantasiados, bem, talvez apenas Owen Wilson, que aparentemente usava sua fantasia de cara tranqüilo para todo o mundo, continua com a cara toda atrás de maquiagem e bandagens. The Darjeeling Limited é um filme espiritual, mas não religioso, você ouve falar e enxerga rituais, mas não há uma discussão sobre religião ou a sugestão de que o caminho da felicidade está sob o teto de uma igreja, o roteiro de Anderson é cuidadoso nessa parte. Um filme mais maduro de um diretor mais maduro, que consegue lidar com problemas reais de uma maneira verdadeira, com personagens bem desenvolvidos e com bagagem de três dimensões.

Comente Aqui