>>Jogos Mortais V

Em Jogos Mortais V o ardiloso assassino serial/reabilitador de malfeitores, Jigsaw, retorna a sua arena preferida, você sabe, alguma casa abandonada com encanamento ruim e vários problemas de infiltração, pra colocar as suas vítimas em um labirinto de torturas inimagináveis e que no final terá alguma reviravolta que será como um tapa na cara do espectador.
No quinto episódio da franquia sangrenta, o mentor dos assassinatos, o verdadeiro Jigsaw, já está morto, mas como o tempo nunca foi um problema para os roteiristas de Saw, eles deram um jeito de enfiar o Tobin Bell mais uma vez como o serial killer que cura. Mas ele aparece apenas em flashbacks.
Como você viu em Jogos Mortais IV, o Detetive Mark Hoffman era o grande e primeiro aprendiz de Jigsaw, portanto, ele é o cara que manteve o legado dele vivo, não que isso fizesse alguma diferença, os policiais que investigam o caso são incrivelmente incapazes.
Como já é de praxe, a seqüência de abertura mostra alguém numa das armadilhas quase impossíveis de se livrar, a diferença é que a vítima seguiu as regras do jogo, mas mesmo assim acabou morta. O que já determina a ambientação de Jogos Mortais V: não há mais regras.
O pato dessa vez é o Agente Strahm [Scott Paterson, numa peruca de dar vergonha alheia] que cumpre sua função de investigador e de longo braço da lei e inadivertidamente descobre toda a trama por trás do Detetive Hoffman e de seu envolvimento com Jigsaw. Entrementes, o aprendiz de serial killer, Hoffman, faz um joguinho com 5 personagens completamente inúteis pra trama, mas que fazem a sua função de encher o filme de gore e violência gratuita.
Ainda assim, devo dizer que Jogos Mortais V é o mais fraquinho em termos de sangüinolência.
Jogos Mortais sempre teve como assinatura a violência desmedida, as cenas de tortura e a reviravolta no final com a lição de moral, afinal, Jigsaw é o assassino que cura, todavia, a falta das regras afeta o filme de uma maneira que deixou a fórmula sem efeito e todos os artifícios que o detetive Hoffman tem se tornaram banalidade. Claro, o maior atrativo da franquia continua com cenas chocantes e sangue espirrando por todos os lados, mas você não consegue sair do cinema sem se pergurtar: qual é a moral?
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